Sem Título (1978), escultura exposta na Estação Sé
Filho de pais italianos e neto de gregos,[2] foi à Itália em 1937, beneficiado pelo governo italiano em promover viagens de filhos de imigrantes ao país. De volta ao Brasil, fixou-se na cidade do Rio de Janeiro onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes, em 1945, pelo baixo-relevo do batistério da Igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte. Conheceu Oscar Niemeyer, que lhe encomendou uma escultura para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte. Ceschiatti criou O Abraço, obra de duas mulheres abraçadas. Considerada imoral pelos mineiros, ficou guardada muitos anos até ser finalmente exposta em um jardim da Pampulha. A escultura Duas Amigas foi feita para o Salão Nobre (jardim superior) do Palácio Itamaraty com orientações do embaixador Wladimir Murtinho, que atuava como curador-chefe no projeto de ambientação do Palácio. O gosto do artista pela figura feminina está presente em várias de suas obras.[3]
Em 1960 esculpiu, em granito, As Três Forças Armadas, um dos temas no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.[4] Possui obras em diversos museus brasileiros.[1]
Em nova parceria com Niemeyer, tornou-se o principal escultor da nova capital do País em Brasília, entre elas:
As Iaras, em bronze, no espelho d'água do Palácio da Alvorada;
Leda e o Cisne, em bronze, no pátio interno do Palácio do Jaburu;
A Justiça, em granito, em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal;
Os Anjos e Os Evangelistas, na Catedral Metropolitana de Brasília;
As gêmeas, em bronze, na cobertura do Palácio Itamaraty;
Anjo, em bronze dourado na Câmara dos Deputados do Brasil;
A Contorcionista, no foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro;
Deusa Athena, no saguão da Biblioteca Central da Universidade de Brasília;
Nossa Senhora da Piedade sustentando o Cristo morto, na área fronteira à Basílica da Padroeira de Minas Gerais, em Caeté.
Na nova Capital Federal, fez parte da Comissão Nacional de Belas Artes e foi professor de escultura e desenho na Universidade de Brasília. Demitiu-se depois, em solidariedade aos colegas perseguidos por motivos políticos. Queixou-se, décadas depois, da forma pela qual Brasília tratava suas obras.